O Sempiterno Creador É Evolucionista.
(Quer seja do ponto de vista material ou espiritual)

Antes da formação do universo do qual somos parte, o Sempiterno e seu Filho já existiam rodeados e adorados pelas criaturas espirituais por eles mesmos formados nas qualificações de querubins, serafins e anjos, em local, forma e dimensão impossível de imaginarmos, porquanto ainda estivermos nesse estágio primário de vida material. Após ter criado o universo, e após alguns de seus corpos, a exemplo da terra, terem entrado num equilíbrio cíclico, aparentemente repetitivo, e por nós considerados “constantes”, devido a nossa curta duração, então decidiram eles criarem na Terra seres materiais dotados de almas viventes e, dentre elas, o homem. Por muito tempo o Creador observou atentamente o comportamento e adequação de suas criaturas na terra, a qual passava e ainda passa porem, com menores proporções, por fenômenos e catástrofes inerentes à sua própria natureza e que são causados pelas leis que regem esse universo.

Passadas várias fases cíclicas de grandes variações climáticas na terra, viu o Todo-Poderoso que o homem, mesmo naquele estágio primitivo, e com diversas limitações, possuía qualificações que o permitira sobreviver a diversas provações a que fora submetido, sendo então até ali a espécie superior sobre as demais dotadas apenas do instinto, apesar de já coabitarem com os anjos caídos expulsos da presença do Sempiterno Creador. Resolveu então o Creador aprimorar o homem preparando na terra um lugar (uma reserva isolada) denominado como Jardim do Éden ou ‘Paraiso’. O Senhor Eterno, então, levou um varão da espécie para nele compor a sua imagem e semelhança de caráter e procedimento num corpo melhorado quanto à sua materialidade e formosura, porem, preservando a sua propriedade reprodutiva compatível entre os da sua espécie. Feito isso, soprou-lhe o folego da vida dotando-o do discernimento. Seria a primeira ‘evolução’? Por muito tempo o Creador contemplou a sua obra e após considera-la perfeita, resolveu desta vez, criar para o homem da sua própria materialidade, uma companheira para reprodução dessa espécie, a qual viria no decorrer do tempo substituir a espécie instintiva até então disseminada em várias regiões sobre a terra. Seria esse passo o segundo processo criativo e evolutivo? Creio que o propósito do ‘autor da vida’ era de estender o paraíso para que o homem e suas descendências, por gerações e gerações, desfrutassem de tudo do que Ele havia criado porem, em harmonia com a natureza, bem como com os demais seres viventes. Entretanto, antes que suas criaturas, agora então chamadas de Adão e Eva, iniciassem o processo reprodutivo, o cauteloso Creador deve ter estabelecido no seu intimo, algumas normas de procedimentos comportamentais para suas criaturas materiais, já, que amargava uma grande e recente decepção com algumas de suas criaturas espirituais, dentre elas, o querubim de sua confiança. E quis o Creador, começar pela obediência, sinal de respeito ao seu Senhor. E sendo assim, disse o Sempiterno: “De tudo poderás comer, apenas do fruto da árvore do centro do jardim não comeras, pois se dele comerem certamente morrerão”. Eis que a inveja já havia se instalado no principal de seus querubins, tornando-se o grande opressor, que não via com bons olhos a atenção do Creador para com seus filhos materiais, surgindo dessa forma, o primeiro pecado, ou seja, a inveja.

Embora bem credenciado junto ao Altíssimo e portador dos poderes da onipotência e da onipresença, o grande opressor não se continha da inveja que sentia das criaturas matérias e logo colocou em prática o seu plano maléfico. Utilizando de seus poderes de persuasão, transformou-se em uma serpente e seduziu Eva para que comesse do fruto proibido. Então, Eva desobedeceu, comeu e ainda serviu a Adão. Assim, foi consumado segundo pecado: A desobediência. Pela inveja, o então querubim ungido da guarda de seu Creador, foi apartado da convivência junto ao Senhor da Eternidade. Pela desobediência Adão e Eva, e por extensão todos nós, perdemos a chance de viver desde o início no paraíso. Porem o Creador sendo justo e misericordioso não retirou de Adão e Eva as propriedades a eles concedidas no paraíso, ou seja, o discernimento e a formosura física das quais os diferenciavam de seus ancestrais que continuavam vivendo fora do paraíso, na forma e ainda no estágio primitivo de seres desprovidos do discernimento e formosura, propriedades estas, concedidas a Adão e Eva, quando no paraíso. E assim, os enviou para um lugar da terra distante de seus ancestrais, ainda sob a sua vigilância e proteção, embora portadores do pecado, pois, acreditava o Senhor, que um dia através do arrependimento eles se tornassem dignos de seu perdão, e dai dar prosseguimento em seu propósito para a humanidade. Permitiu então o Sempiterno, que Adão conhecesse Eva, e por ironia, seus primeiros rebentos nasceram homens (varões) Caim e Abel, e para piorar, Caim matou Abel e logo após fora apartado de seus pais e enviado para junto de sua ancestralidade, ainda desprovida do discernimento, propriedade essa, ele (Caim) não soube usar ao extinguir seu até então, único irmão (Abel). Porem o Senhor não lhe abandonou, colocou nele um sinal (proteção) para que nenhuma fera e nem sequer qualquer um de seus semelhantes instintivos, lhes fizessem mal, até conquistar e conhecer uma esposa que lhe gerasse filhos e filhos por gerações.
Quero crer, que as gerações da raiz de Caim, foi um povo intermediário entre os povos instintivos e os povos da linhagem (raiz) de Sete, ou seja, nem dotados do pleno discernimento, porem nem tão xucros. Pode-se até considerar, um meio passo no sentido da evolução. Enquanto isso Adão e Eva foram honrados com outro filho varão que ganhou o nome de Sete, o qual até atingir a idade reprodutiva com alguém da sua tribo, propiciou a Caim uma enorme dianteira na proliferação da espécie. Acredito que tudo tenha sido um propósito do Senhor visando observar o comportamento de duas vertentes para a formação da humanidade, ou seja, semelhantes, porem distintas, quanto à sua índole. Daí, gerações e gerações surgiram e foram dizimadas sempre com propósito de que fosse buscada uma conciliação com o Senhor, porem, tudo em vão até que chegado os dias de Noé e somente nele o Senhor achou graça quanto à sua semelhança em retidão. Então o Senhor entristecido e quase que arrependido, chamou Noé e disse: “Noé, vem comigo, pois eis que vou exterminar com tudo que já criei sobre a terra”. E respondeu-lhe Noé: “Senhor, tenha misericórdia de nós, dê-nos mais uma chance. Veja os animais quão belos são aos nossos olhos”. Determinou o Creador que Noé construísse uma arca nas dimensões previamente recomendadas e que depois de pronta, embarcasse nela somente ele, sua mulher, seus filhos com suas noras e os animais previamente especificados antes do embarque, pois o Senhor iria fazer chover sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites até que toda ela ficasse submersa de agua numa altura de 15 côvados acima do cume mais alto nela existente, fazendo perecer assim, todo ser vivente de sua superfície seca. E passou Noé duzentos e cinquenta anos de sua vida junto com a esposa, os seus filhos e noras construindo a arca.

E assim, praticou o Senhor a primeira erradicação geral de seus desafetos sobre a face da terra, denominado como DILUVIO. Passado o diluvio, tudo foi recomeçado a partir de Noé através de seus filhos, conforme pormenorizadamente narrado na Bíblia nos livros do VELHO TESTAMENTO até Moisés de Moisés até Jesus Cristo. Nessas duas fases citadas, o Senhor tentou em diversas seleções pontuais sempre visando uma aproximação com a humanidade através de seus escolhidos, porem, todas foram em vão mais uma vez. Vendo esgotadas até então suas tentativas, porem, ainda com muito amor pela humanidade, escolheu ELE o Creador, ainda no ventre de sua mãe (Izabel) o precursor que iria se chamar João Batista o qual, deveria preparar a transição (o caminho) o que significa a adequação dos ensinamentos e mandamentos aplicados na lei de Moisés para o que iria ser deixado por Cristo como o NOVO TESTAMENTO ou o tempo da graça, válido para os dias de hoje até o fim dos tempos.

Enviou o Senhor seu único Filho para que Nele recaíssem todos os pecados até então praticados, livrando-nos de todos os pecados impostos pela sua lei, entregue a Moisés, a qual perdurou durante todo o VELHO TESTAMENTO.

Após a morte de Jesus, estamos sob as recomendações e mandamentos regidos pelo NOVO TESTAMENTO o qual diz que Cristo é o único caminho, como Ele mesmo disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida”. E ainda: “Ninguém vem ao Pai senão por mim”. Assim estamos sob a avaliação da lei da GRAÇA, portanto, a nossa salvação só depende de cada um de nós, pois os mandamentos, ensinamentos e exemplos, Ele o Cristo deixou acessível para todos e é uma questão de aceitar ou não. Para obter esclarecimentos mais detalhados e pormenorizados sobre este texto, leia e procure entender todos os livros contidos na bíblia, referentes ao VELHO TESTAMENTO. Espero ter contribuído para a sua reflexão e entendimento básico quanto aos propósitos do Creador para conosco. Por: Antônio Evangelista Neves. Nota do autor: No próximo artigo, deverei abordar também, de maneira simplificada, as recomendações, mandamentos e ensinamentos a serem praticados, visando como ficar de bem com o Senhor nesse tempo da GRAÇA.
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