O PROPÓSITO DO NOVO TESTAMENTO
Antonio Evangelista NevesPara descrever ou comentar algo sobre o NOVO TESTAMENTO se faz necessário, no mínimo, ter uma boa dose de bom senso, pois sobre ele, Pai e Filho credenciaram doze apóstolos e ainda muitos seguidores para que fosse pregada o Evangelho, ou as Boas Novas (denominação original na época da igreja primitiva), bem como dos testemunhos, ensinamentos e exemplos de atos praticados pelo Filho enquanto na terra, na condição de Jesus-Homem, durante trinta anos, e por três anos como o Cristo, que significa o Enviado, o Salvador, o Ungido de Deus.

Após ser batizado por João Batista nas aguas do rio Jordão, Jesus recebeu também o batismo pelo Espirito Santo diretamente do Pai, dizendo; “Esse é o meu filho de quem eu me comprazo”. E durante três anos Ele revelou, ensinou, expulsou demônios, curou doentes, surdos e cegos de nascença, bem como ressuscitou mortos até chegar o dia de sua própria morte ‘humana’. Porem, deixando todo procedimento a ser seguido e pregado por seus apóstolos e seguidores da mesma palavra fidedigna que deixou de maneira detalhada, criteriosa e acessível a todos os povos da terra, com o propósito de que nenhuma alma fosse perdida por falta de conhecimento da verdade.
As diferenças entre o VELHO e o NOVO TESTAMENTO são as fundamentações esquadrinhadas quanto ao propósito do Creador para conosco.
No VELHO TESTAMENTO estávamos sendo aprimorados e adestrados pelo Senhor, ainda sob a influência do pecado pela desobediência praticada, (a morte). Então o Creador nos passava recomendações, ensinamentos e exemplos a seguir através dos seus escolhidos, de Noé a Moisés, e de Moisés Abraão, o ‘pai das multidões’, e sua hierarquia (Isaque, Jacó, José, etc). E a promessa chegou ao profeta João Batista, sobre a razão de seu propósito na nossa existência, ensinando como proceder sob o seu comando.
Todavia, naqueles tempos, o conhecimento sobre o Senhor era limitado. Talvez por estarmos num estágio ainda mais primitivo.
Já no NOVO TESTAMENTO, o Senhor considera que após enviar seu Filho, e este pagar com a morte no madeiro por todos nossos pecados até então cometidos, chegamos ao estágio do conhecimento da Verdade, do Caminho e da Vida Eterna, Portanto, o que antes fora avaliado como recomendações, passou a nos ser cobrado como determinações, pois, já temos o entendimento do proposito do Senhor, bem como o discernimento entre o certo e o errado, tanto que pedimos perdão após pecarmos, embora na maioria das vezes, de forma não convincente aos olhos do Senhor, pois, o acesso a ELE, agora está, pois conforme seu próprio Filho, o Cristo, disse (repito), “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida, e ninguém vem ao Pai senão por mim”.
Para quem for portador de boa índole, creio que lendo os livros de Mateus (que mostra um Jesus profeta), Marcos (Jesus servo e humilde) e Lucas (apresentado-o como o Filho do Homem), terá o seu discernimento bastante elevado quanto ao entendimento respeitoso que deverá ter para com o seu Salvador, e daí, corrigir, adequar e até mesmo mudar seus procedimentos, a ponto de desenvolver um bom relacionamento para com os seus semelhantes. Então entenderá a mensagem da Paixão de Cristo descrita no Evangelho de João, onde Cristo simboliza o Leão da Tribo de Judá, ou seja, o dominador imbatível.
Entretanto, se o caro leitor for daqueles que julgam que ainda é cedo e que há muito tempo para se arrepender e mudar seus hábitos e conceitos, priorizando os valores materiais e finitos como sendo os mais essenciais, é bom que leia os demais livros bíblicos, preferencialmente do Novo Testamento (Atos, cartas dos apóstolos e Apocalipse), buscando compreende-los corretamente, partindo do pressuposto de que Jesus nunca orientou que se lesse a Palavra, mas sim, que a examinasse com sede de chegar ao discernimento e não mais ser tragado por ventos de falsas doutrinas.


BÍBLIA E ALGUMAS VERSÕES
Quem sabe ainda mude de ideia no pouco tempo que lhe resta, agarrando esta ultima chance, pois, Ele é o unigênito do Pai (que literalmente significa o ‘único’), e assim, não haverá outro. Procure não confundir o unigênito filho do Senhor Sempiterno, com o primogênito (primeiro de muitos outros filhos de Maria em seu casamento com José.
Por: Antônio Evangelista Neves.
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