Estou chegando ao limite
Matéria republicada
Ao
refletir sobre a possibilidade verdadeira de que a nossa vida não se encerra
nessa fase denominada como vida material, logo, deve haver então outra dimensão
para poder dar continuidade no propósito do Senhor Surpemo para conosco, e que creio ser a vida na forma
espiritual, ao findar o ciclo biológico de maneira individual ou coletiva, embora cada
um terá o seu momento único, mesmo que tudo ocorra instantaneamente na função
do nosso tempo, pois a prestação de contas será individual.
Restando
assim apenas o veredicto final do julgamento de nossa breve existência aqui na
terra, com uma oportunidade de conciliação ofertada pelo Creador, a todos
que Nele crê, bem como em seu Filho, o Cristo, o qual será o julgador por direito, dos nossos atos.
Ao
analisar a evolução ou involução da raça humana aqui na terra, e, peço
encarecidamente para não confundir a evolução humana com a evolução tecnológica
desenvolvida pelos ”humanos”.
Enquanto
a evolução humana deve ser compreendida como acréscimo de valores reais,
primeiramente ao indivíduo, à família, e estendendo para toda sociedade, a
saber, entidades, dirigentes, autarquias, lideres religiosos de todas as
doutrinas bem como de todos governantes em vigor aqui no planeta, esses
valores, denominados pela nação francesa, fundamentados em princípios básicos
de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, bem como os demais predicados que
expressam a boa conduta e ação em quaisquer atos praticados ou a praticar, devem
ser seguidas e respeitadas por todos sem distinção.
Enquanto
a evolução tecnológica é conduzida para propiciar conforto, status, distinção e
poderes, mesmo que passageiro para uma minoria, causando muitas das vezes dependências
nefastas e generalizadas para a maioria por gerações, e, já não é de hoje, para
os que tem o cristianismo como orientação de princípios na condução de seus
atos, deveres e procedimentos, buscando dessa forma a elevação e salvação
espiritual, é que exponho a seguir meu ponto de vista.
Admitindo
como verdadeira a possibilidade de haver, de fato, vida espiritual, e ainda
podermos ser avaliados e até mesmo tornarmos dignos dela, isso se os atos por
nós praticados agradarem o Senhor, ao
ponto de sermos merecedores de sua complacência e misericórdia, penso que em um
plano superior, já há muito tempo devem estar coabitando entre si, valores
conceituados de um passado distante, e até mesmo da nossa contemporaneidade, e querendo
crer que entre esses estejam também parentes e amigos que já partiram.
Entretanto,
esse não é um pensamento e propósito fácil de ser compreendido e muito menos de
ser praticado, pois, não raro, nos colocamos acima desses desejos e valores de
ordem material e com certa dose de compreensão, também os nossos familiares.
Esquecendo-nos que tanto no VELHO
como no NOVO TESTAMENTO tudo isso já
foi colocado à prova por várias vezes.
A
intenção e inteiração do propósito entre o necessitado e Deus não se realiza enquanto a fé
daquele que clama estiver de forma incompleta pois, no exercício e determinação
para alcançar um objetivo de ordem material, ou até mesmo um milagre, que é
algo que está fora do alcance humano, torna-se necessário, ou melhor, é
imprescindível ter fé, e fé, deve ser entendida como algo imensurável
e abstrata onde as operações de dividir e subtrair não tem aplicação, pois, a fé, deve ser comparada no sentido
prático, como uma gravidez, ou seja, deve ser concebida por completo e depois,
multiplicar indefinidamente enquanto o tempo nos for concedido. Creio que não
houve e que não haverá uma gravidez concebida de forma parcelada, ou seja, um
órgão ou um membro por mês ou um cérebro em seis meses e assim por diante. Não.
Isso não existe e jamais existirá.
Assim
como uma gravidez, a fé pode se iniciar
numa pequena dimensão, e ir se multiplicando até alcançar junto ao Senhor, um crédito digno do merecimento
de seu objetivo ou do milagre buscado.
Então,
a fé deve ser entendida como a
certeza e convicção do que será alcançado ou obtido antecipadamente. Porém, ela
não é adquirida ou contabilizada e somada através de algumas ações e atos
isolados que o praticante julga estar agradando a Deus do seu ponto de vista e na sua escala de valores. Ou seja, lembrar-se
Dele somente na hora da refeição ou
no interior do templo de sua doutrina ou fazer alguma caridade, já pensando na
retribuição pelo ato praticado. Entenda que é preciso muito mais que isso, e,
saiba que durante o seu tempo acordado e consciente dos seus atos, se não
estiver agradando a Deus em tudo que
for praticado, provavelmente estarás desagradando a Ele em parte ou na totalidade do ato praticado.
Veja
que não é tão simples assim, como confessar alguns dos pecados de vez em quando
para o homem e pensar ter recebido dele a absolvição em troca do cumprimento de
uma pequena represália, e repetir tudo de novo após pouco tempo decorrido.
E
o pior, por várias vezes, e se ao menos fosse levado a sério o conselho “Vá e
não peques mais”, já poderia ter algum sentido. A fé deve ser pensada como algo
que se adquire num momento único de inteiração com Deus de forma definitiva e incondicional e não barganhada ou
permutada por nada como pensam a maioria.
Quero
aqui, dar meu exemplo dessa fé recomendada.
Eu tenho a convicção em poder alcançar uma vida espiritual extraterrena, e me
tornar digno dessa almejada espiritualidade, pois, não me sentirei contemplado
pelo Creador em apenas saber que
existem muitas outras moradas em seu reino. Assim, se me fosse outorgado por um
conselho universal o título de proprietário do planeta Terra, bem como tudo que
nele fora edificado ou construído pelo homem, em troca dessa convicção, a
resposta seria NÃO. E por que não? Porque
tudo que existe no planeta e até mesmo o próprio sistema solar e por extensão o
próprio universo de que somos parte, tudo é finito no tempo de Deus, ou seja, um dia deixará de
existir neste estado de matéria e formato, porém, eu creio em algo mais que
perpétuo, quem sabe, a eternidade. Por tudo isso, é que concluo que estou chegando ao limite.
Palestina,
15 de agosto de 2012.
Autor:
Antônio Evangelista Neves- Jornal da Região Palestina-SP.
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