Fatores de auto-organização

O Instituto FAO estimula e promove todos os conhecimentos e práticas que propõe a auto-organização do biocampo.
Assista o vídeo abaixo de Míria de Amorim falando sobre fatores de auto-organização
Pilares metodológicos
Tem-se como pilares da terapêutica metodológica dos fatores de auto organização.
- A auto-organização em toda a sua concepção sistêmica.
- A utilização das ultradiluições através, especificamente, de sete medicamentos homeopáticos clássicos que, obedecendo às dinâmicas de ritmos, ordens e fluxos em sua preparação, estabelecem um sinergismo intrínseco que se traduz num código quântico holográfico.
- A utilização desse código como um Idêntico holográfico, que se coloca como resultante última desta proposta terapêutica e integra em si a propriedade de estabelecer uma perfeita ressonância entre o biocampo individual (fluxo holoinformacional holonômico cerebral) e o fluxo holoinformacional mente-universo, de forma a deflagrar o processo de auto-organização, fundamental para a recuperação da saúde dentro de uma abordagem sistêmica.
Os resultados obtidos através da metodologia FAO demonstram que, numa visão sistêmica da saúde, contempla-se o doente e não a doença, e que essas dimensões operativas não provêm apenas uma receita técnica, mas inspiram um princípio fundamental, um paradigma. O foco da terapêutica fundamenta-se, em última instância, em promover mudanças nos padrões de consciência, fenômeno que se coloca como resultante natural em um processo de auto-organização genuíno. Tal terapêutica sugere a necessidade de novos olhares para a questão do adoecer e do curar, com horizontes que possam gerar pressupostos de forma a nos habilitar a transpor os processos emergentes de diversidade e complexidade, que progressivamente vêm afetando a saúde e a qualidade de vida dos indivíduos.
BIOCAMPO OU PADRÃO DE AUTO-ORGANIZAÇÃO
Os primeiros passos na construção epistemológica dos Fatores de Auto-Organização foram guiados por uma visão essencialmente hipocrática, que evidenciou, no decorrer dos estudos, a perfeita identidade entre a matriz biológica descrita como a Physis Hipocrática e o padrão de auto-organização, descrito pela física quântica.
Apesar das tendências hegemônicas, inúmeros autores, entre médicos, fisiologistas e epidemiologistas, retomam o tema no início do século XX, numa abordagem holística, construindo sucessivas formulações teóricas que evocam a lógica do pensamento hipocráticoEssa necessidade de resgatar a velha tradição inspirou inúmeros autores. Entre eles Samuel Pessoa (1978), que formou no Brasil uma escola de estudos no contexto da chamada medicina tropical, seguido de outros autores que valorizaram a mesma herança, utilizando novos desenvolvimentos teóricos. Segundo Czeresnia(2001), os dados obtidos apontam para uma nítida proximidade entre os vários elementos sinalizados no mundo contemporâneo como paradigmas emergentes e a cosmologia antiga da physis: “a recorrência histórica do pensamento hipocrático na medicina é uma fascinante evidência da importância da physis e do seu resgate frente às questões do mundo contemporâneo”.
Hoje, essa dimensão quântica descrita na antiguidade como physis é postulada pelos físicos como Quinto Campo e pelos biólogos como Biocampo. De acordo com os recentes estudos da biologia, tal dimensão promove a interação de campos biológicos e integra a unidade básica da forma e da organização dos sistemas vivos. Postula-se essa matriz, ainda, como um campo morfogenético (gerador de forma) que se estabelece como um campo de força não material e que determina, em última instância, o papel das células individuais, suas propriedades e suas relações com as células vizinhas.
Na Física, descreve-se esse quinto campo como sinérgico e de efeito organizador. Como um campo que preenche todo o espaço, penetra e permeia todas as coisas e que apresenta a propriedade de reconectar objetos do modo como eram conectados no passado. Isso indica que essa dimensão retém padrões de memória.
Segundo Di Biase (2009), na teoria holoinformacional, esse campo de memória-informação corresponde ao campo quântico-holográfico universal, em que matéria, vida e consciência não são vistas como entidades separadas, mas “uma unidade holística indivisível, um campo quântico holoinformacional inteligente, auto-organizador, que vem se desdobrando há bilhões de anos em uma infinita e dinâmica holoarquia cósmica”.
Tal dimensão de unidade existencial foi descrita também por diferentes filósofos contemporâneos, entre eles Canguilhem (1978), em O Normal e o Patológico. Nessa obra, Canguilhem afirma “que a vida não é indiferente às condições nas quais ela é possível, que a vida é polaridade e, por isso mesmo, posição inconsciente de valor. Em resumo, que a vida é, de fato, uma atividade normativa”. Bateson (1979), que considera inadequado lidar com os fenômenos da vida numa linguagem lógica, afirma que precisamos entender a linguagem da natureza, o que torna coeso o tecido das coisas vivas, o padrão de organização comum a todas as criaturas vivas. E pergunta: “Que padrão liga o caranguejo à lagosta, a orquídea à prímula, e todos os quatro a mim? E eu a você?” .
Na mesma linha de pensamento, Edgar Morin(2002) também propõe pensarmos nessa dimensão como uma “identidade fundamental”, como uma “chave única” presente em todos os entes vivos desde os microorganismos até os seres humanos.
Apesar das tendências hegemônicas, inúmeros autores, entre médicos, fisiologistas e epidemiologistas, retomam o tema no início do século XX, numa abordagem holística, construindo sucessivas formulações teóricas que evocam a lógica do pensamento hipocráticoEssa necessidade de resgatar a velha tradição inspirou inúmeros autores. Entre eles Samuel Pessoa (1978), que formou no Brasil uma escola de estudos no contexto da chamada medicina tropical, seguido de outros autores que valorizaram a mesma herança, utilizando novos desenvolvimentos teóricos. Segundo Czeresnia(2001), os dados obtidos apontam para uma nítida proximidade entre os vários elementos sinalizados no mundo contemporâneo como paradigmas emergentes e a cosmologia antiga da physis: “a recorrência histórica do pensamento hipocrático na medicina é uma fascinante evidência da importância da physis e do seu resgate frente às questões do mundo contemporâneo”.
Hoje, essa dimensão quântica descrita na antiguidade como physis é postulada pelos físicos como Quinto Campo e pelos biólogos como Biocampo. De acordo com os recentes estudos da biologia, tal dimensão promove a interação de campos biológicos e integra a unidade básica da forma e da organização dos sistemas vivos. Postula-se essa matriz, ainda, como um campo morfogenético (gerador de forma) que se estabelece como um campo de força não material e que determina, em última instância, o papel das células individuais, suas propriedades e suas relações com as células vizinhas.
Na Física, descreve-se esse quinto campo como sinérgico e de efeito organizador. Como um campo que preenche todo o espaço, penetra e permeia todas as coisas e que apresenta a propriedade de reconectar objetos do modo como eram conectados no passado. Isso indica que essa dimensão retém padrões de memória.
Segundo Di Biase (2009), na teoria holoinformacional, esse campo de memória-informação corresponde ao campo quântico-holográfico universal, em que matéria, vida e consciência não são vistas como entidades separadas, mas “uma unidade holística indivisível, um campo quântico holoinformacional inteligente, auto-organizador, que vem se desdobrando há bilhões de anos em uma infinita e dinâmica holoarquia cósmica”.
Tal dimensão de unidade existencial foi descrita também por diferentes filósofos contemporâneos, entre eles Canguilhem (1978), em O Normal e o Patológico. Nessa obra, Canguilhem afirma “que a vida não é indiferente às condições nas quais ela é possível, que a vida é polaridade e, por isso mesmo, posição inconsciente de valor. Em resumo, que a vida é, de fato, uma atividade normativa”. Bateson (1979), que considera inadequado lidar com os fenômenos da vida numa linguagem lógica, afirma que precisamos entender a linguagem da natureza, o que torna coeso o tecido das coisas vivas, o padrão de organização comum a todas as criaturas vivas. E pergunta: “Que padrão liga o caranguejo à lagosta, a orquídea à prímula, e todos os quatro a mim? E eu a você?” .
Na mesma linha de pensamento, Edgar Morin(2002) também propõe pensarmos nessa dimensão como uma “identidade fundamental”, como uma “chave única” presente em todos os entes vivos desde os microorganismos até os seres humanos.
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