Dilma abre novamente o discurso na ONU.

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A presidenta Dilma Rousseff discursou nesta quarta-feira, (24/09/14) na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, seguindo a tradição iniciada em 1947 por Oswaldo Aranha, de o primeiro orador na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) ser um brasileiro.
Dilma fez um pronunciamento firme e fluente muito similar às falas da petista nos palanques eleitorais.
Crise econômica
De acordo com a presidenta, mesmo com a crise financeira global, o Brasil gerou 12 milhões de empregos formais enquanto o mundo desempregava “milhões de trabalhadores”. Além disso, destacou Dilma, que o Brasil saltou da 13ª para a 7ª economia do mundo. E ainda a renda per capita no país “mais que duplicou”, e a dívida líquida e externa foram reduzidas.
Disse ainda aos líderes mundiais, que a estabilidade monetária protegeu o Brasil frente a volatilidade externa. Conforme Dilma, essa foi a fórmula que auxiliou o país a resistir ao desemprego, à redução de salários, à perda de direitos sociais e à paralisia de investimentos.
“Ainda que tenhamos conseguido resistir às consequências mais danosas da crise global, ela também nos atingiu de forma mais aguda nos últimos anos. Tal fato decorre da persistência em todas as regiões do mundo de consideráveis dificuldades econômicas que impactam negativamente o nosso crescimento”, disse Dilma.
Segurança na internet
No ano passado, em razão da revelação de que agências de inteligência norte-americanas haviam espionado autoridades estrangeiras incluindo a própria Dilma, tanto no seu âmbito pessoal quanto no institucional. A presidenta brasileira concentrou seu discurso para as autoridades da ONU na segurança de dados na internet. Naquela ocasião, a petista ressaltou que casos de espionagem “ferem” o direito internacional e “afrontam” os princípios que regem a relação entre os países.
A presidenta voltou a defender na Assembleia Geral que a ONU aprofunde as discussões sobre o direito à privacidade na internet. Ela disse ter notado que a comunidade internacional tem se mobilizado para aprimorar a atual arquitetura de governança da internet.
“É indispensável tomar medidas que protejam eficazmente os direitos humanos, tanto no mundo real quanto no mundo virtual, como preconiza a resolução dessa assembleia sobre a privacidade na era digital. O Brasil e a Alemanha provocaram essa importante discussão em 2013 e queremos aprofundá-la nessa sessão”, observou.
FMI e Banco Mundial
A chefe de Estado do Brasil também cobrou uma maior participação dos países emergentes nas decisões tomadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Mundial. Para Dilma, é “inaceitável” a demora no poder de voto dos emergentes nestas instituições.
“É imperioso pôr fim ao descompasso entre a crescente importância dos países em desenvolvimento na economia mundial e sua insuficiente participação nos processos decisórios das instituições financeiras internacionais. O risco que essas instituições correm é perder sua legitimidade e sua eficiência”, concluiu.
Racismo e casamento gay
Sob o olhar dos líderes mundiais, Dilma defendeu a aplicação de políticas públicas voltadas às mulheres, aos negros e afirmou que é preciso acabar com a “mancha” do racismo. Em sua fala, relatou que o Supremo Tribunal Federal do Brasil reconheceu o casamento civil igualitário entre pessoas do mesmo sexo.
“A Suprema Corte do meu país reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, assegurando os direitos civis daí decorrentes. Acreditamos na dignidade de todos os seres humanos e na universalidade de seus direitos fundamentais”, garantiu a presidenta, ao acrescentar que o governo combate.
Obs. do diretor da rede midial, Antônio Evangelista Neves opina sobre o tema racismo e casamento gay, abordado no discurso da presidenta.
O termo união estável, é devidamente apropriado para o caso.
Já o termo casamento, mesmo que validado pela Suprema Corte, é abominável. 

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