A Polêmica sobre a liberação da maconha

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A possibilidade de regulamentação da produção, comércio e uso da maconha voltou a ser debatida pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A ideia de um projeto para regulamentar o uso recreativo, medicinal ou industrial da maconha foi apresentada pela sociedade por meio do Portal e-Cidadania. A proposta recebeu mais de 20 mil apoios e assim, segundo as normas do portal, foi enviada à CDH.

Na audiência desta segunda, debatedores expuseram opiniões divergentes sobre o tema.

Opiniões e posições desfavoráveis

  O coronel Jorge da Silva, ex-chefe do Estado Maior da Polícia Militar do Rio de Janeiro, concordou com o senador. Ele disse que, embora já tenha sido favorável à prisão de usuários e à proibição total das drogas, os índices de violência demonstram que o atual modelo proibicionista não deu resultados positivos.

  Esse modelo, em vez de cumprir a sua finalidade, que é proteger a juventude, massacra a juventude, afirmou o coronel, ressaltando que as populações mais pobres são as principais vítimas da violência que envolve traficantes e policiais.

Para Cristovam, o ponto alto foi o momento em que o coronel Jorge da Silva disse que é preciso decidir se queremos afastar a droga dos jovens ou os jovens das drogas.

 Afastar a droga dos jovens é criar uma barreira proibindo que a droga chegue a eles. Afastar os jovens da droga é educá-los tanto que eles não procurem a droga.

Em meio ao debate o senador do Distrito Federal afirmou que o Brasil está perdendo a guerra contra as drogas, o que mostra que a proibição não está dando certo, da maneira que feita hoje. 


Opiniões e posições favoráveis

Na reunião, também se manifestaram pessoas favoráveis à regulamentação. Um deles, o estudante de ciência política Victor Dittz, disse que a política atual "é ineficaz e que existem inúmeros pontos para refutar qualquer argumento proibicionista, seja a anticonstitucionalidade da Lei de Drogas, seja o cerceamento de direitos individuais, seja o interesse medicinal".

Na mesma linha, o também estudante da Universidade de Brasília (UnB) Filipe Marques pediu mudanças na lei. "Não se trata de legalizar. Já está legalizado. As pessoas consomem independentemente de ser proibido, ou não. Quando se legaliza, dá-se a chance ao Estado de pelo menos acolher essas pessoas [consumidores]" , destacou.

Cristovam Buarque também leu a carta de Maria Aparecida Carvalho, mãe de Clárian, de 11 anos. Ainda bebê, a menina foi diagnosticada com Síndrome de Dravet, descrita pela mãe como "uma forma rara e catastrófica de epilepsia mioclônica na infância, que pode ser fatal, além de gerar atrasos no desenvolvimento cognitivo, distúrbios sensoriais e problemas de equilíbrio". De acordo com Aparecida, foi só a partir do uso do CBD, óleo extraído da maconha, que a menina teve uma melhora considerável e passou a ganhar qualidade de vida.


Opinião de Antônio Evangelista Neves sobre o fato

  Diante as opiniões até então expostas, creio que nem a proibição como querem uns ou a liberação como querem outros, irá resolver esse cancro social.
  Fico com a minha opinião conforme a carta que enviei a presidente Dilma no início de sua gestão, onde sugiro que promova a concientização social em todos os níveis, ou seja, para o dirigentes e dirigidos, ou melhor ainda, de governantes a governados.

A CARTA

Prezada presidenta eleita, Dilma Rousseff.
Quanto às recomendações, tenho sim uma a fazer, e que considero de grande importância para o sucesso de qualquer medida a ser aplicada em seu governo.
Vejamos. No trinômio Saúde/Educação/Segurança, em qualquer ordem seqüencial nas seis combinações possíveis, o essencial no amparo dessas necessidades propaladas por todos os políticos durante a campanha eleitoral, e pela sociedade o tempo todo, a palavra-chave para viabilizar as medidas a serem tomadas nas áreas mencionadas, é “Conscientização”, que deverá anteceder em quaisquer das ordens, nas seis combinações do referido trinômio, bem como para qualquer medida a ser tomada, principalmente nas áreas sociais.

O ato da “Conscientização” em todos os níveis, ou seja, de governantes a governados, e de dirigentes a dirigidos, deve ser compreendido e aplicado fazendo com que todos aceitem que direitos adquiridos são frutos que poderão vir ou existir somente após as obrigações e deveres cumpridos.
Assim, a ‘’palavra mágica’’ em seu governo é ‘’Conscientização’’ de todos, a qual deverá ser recomendada sempre que possível, pela sua ilustríssima pessoa.
Nos dias de hoje, estão em moda as palavras ‘’Sustentável” e “Sustentabilidade”. Porém, sem Conscientização, elas ficam soltas no ar, perdendo o sentido literal da palavra.
Obrigado mais uma vez. Antonio Evangelista Neves.


Os debates na Comissão de Direitos Humanos sobre o assunto vão continuar. A próxima audiência pública sobre o tema será no próximo dia 25, às 9h.


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